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Eclipse lunar parcial mais longo dos últimos 580 anos ocorre nesta sexta

O eclipse lunar parcial poderá ser observado, pelo menos em parte, de todo o Brasil, e espera-se que até 97% da Lua seja ocultada pela sombra da Terra.
Eclipse lunar parcial.

Ilustração do eclipse lunar parcial, da perspectiva da Lua. Pode-se ver a coloração avermelhada, chamada de “Lua de Sangue”, esperada para esta sexta (19/11). Crédito Estúdio de Visualização Científica da NASA

O eclipse lunar parcial mais longo dos últimos 580 anos deve ocorrer nesta sexta-feira (19/11) e durar 3 horas e 28 minutos, segundo informações do Space.com. O fenômeno começará às 4h18 (Horário de Brasília) no Brasil e será o último de 2021. Será possível vê-lo de todo território nacional, mas somente a região Norte e parte do estado do Mato Grosso poderão ver o máximo da ocultação de 97% da Lua.

De acordo com a NASA, os eclipses lunares ocorrem durante a fase da Lua cheia, em momentos que o Sol, a Terra e a Lua estão alinhados. A Terra projeta dois tipos de “sombras” ao bloquear a luz do Sol: uma parcial chamada de penumbra, e outra total, chamada de umbra. Quando a trajetória da Lua entra na penumbra, ocorre um eclipse penumbral, caracterizado pela queda sutil no brilho do astro, que pode ser melhor observado com uma luneta. 

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Fases do eclipse.

Esquema mostra a trajetória da Lua e sua coloração em diferentes fases do eclipse. Horários estão no UTC (Tempo Universal Coordenado, na sigla em inglês). Crédito Estúdio de Visualização Científica da NASA

Já quando a trajetória da Lua passa pela umbra, começa a fase do eclipse lunar propriamente dito. Quando ela é totalmente oculta pela sombra, diz-se “eclipse lunar total”. Desta vez, porém, um trecho de 3% da Lua escapará da umbra, tornando este um “eclipse lunar parcial”.

Quando nosso satélite entra e sai dessa ocultação, ele geralmente adquire um tom avermelhado, no fenômeno chamado de “Lua de Sangue”. Isso ocorre pois, nesse momento, a única luz que ilumina a Lua é obrigada a atravessar a atmosfera terrestre, sendo filtrada. Dessa forma, a luz com maior comprimento de onda é favorecida, deixando passar apenas os tons avermelhados que fornecem sua cor. Ou, como coloca o site da NASA, “é como se todos os pores do sol do mundo fossem projetados na Lua.”

Passo a passo do eclipse lunar

A duração deste eclipse é o que mais chama a atenção. Alguns desses eventos duram apenas alguns minutos — geralmente menos de uma hora. Mas, desta vez, como a trajetória da Lua vai atravessar uma larga área da umbra, o evento desta sexta durará por muito mais tempo, o que significa mais oportunidades para que seja observado.

Entretanto, observar a trajetória do nosso satélite não é igual em todo lugar do planeta. Dependendo das coordenadas geográficas, o eclipse pode não ser visível. Ou pode ser que o “pôr da Lua” — chamado de ocasoocorra antes do ideal.

Área do eclipse.

Mapa mostra a área em que o momento máximo de ocultação da Lua (97%) poderá ser visto. Apenas parte do Brasil está inclusa. Crédito Estúdio de Visualização Científica da NASA

Felizmente, o eclipse poderá ser visto de todo Brasil, começando às 4h18 do dia 19, sexta-feira. A sua fase penumbral deve começar um pouco antes, às 3h02, ambos horário de Brasília. Mas não é tão simples. Os horários de início e término do fenômeno variam bastante de acordo com as regiões do país. O site Time and Date é uma ferramenta útil para encontrar os melhores horários para observação na sua cidade.

Por este motivo, só será possível observar o momento de ocultação máxima nos estados da região Norte e em parte do Mato Grosso, enquanto em outras regiões, o ocaso colocará a Lua abaixo do horizonte antes disso. Ainda assim, isso não deve desanimar o observador, pois a Lua parcialmente ocultada se pondo é um fenômeno bastante notável.

Observando o eclipse

Para ver o eclipse não será necessário nenhum equipamento especial e — ao contrário dos eclipses solares — não há problema em observá-lo diretamente. Aqui no Brasil ele deve ocorrer pouco antes da alvorada, com a Lua se aproximando do horizonte, entre o oeste e o noroeste. Portanto, é importante torcer para que as condições meteorológicas não impeçam a observação e escolher um lugar sem obstáculos para vista.

Caso queira ver a cor avermelhada da Lua de Sangue, é preciso de um pouco mais de preparação. Por se tratar de um eclipse parcial, é possível que a parte não oculta da Lua (mais brilhante) ofusque a coloração. Nesse caso, é recomendado um telescópio ou luneta, especialmente em locais com maior poluição luminosa

Boa observação!

Publicado em 18/11/2021.

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